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Médica gravando conteúdo para as redes da clínica dentro das regras do CFM · marketing digital para clínica médica, PleniHub
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Marketing digital para clínica médica: o que pode, o que não pode e o que rende

O que o marketing digital para clínica médica pode e não pode desde a Resolução CFM 2.336/2023: preço, desconto, selfie, antes e depois, anúncio pago. Os canais que trazem paciente e o custo por paciente que a clínica precisa medir.

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por Equipe Editorial PleniHub
Revisão: Lourival Cardoso, Contador Especialista em Saúde / PleniHub · CRC-SP 165344/O-2
19 de março de 2026 · atualizado em 21/09/2026 · 7 minWhatsAppLinkedIn
✦Resposta Direta
O marketing digital para clínica médica pode mais do que se pensa: desde a Resolução CFM 2.336/2023 é permitido informar preço da consulta, anunciar desconto, postar selfie, mostrar equipamento e antes e depois com texto educativo. Segue proibido prometer resultado, usar técnica não reconhecida e aceitar selo de “melhor médico”. Toda peça leva nome, CRM e RQE.

A regra mudou em 2024: o que a Resolução CFM 2.336/2023 liberou

Boa parte do que circula sobre publicidade médica ainda descreve a Resolução CFM 1.974/2011. Ela foi revogada. A Resolução CFM 2.336/2023, publicada em setembro de 2023 e em vigor 180 dias depois (art. 17), reescreveu as regras, e o art. 9º lista o que passou a ser permitido de forma expressa.

O que a clínica pode fazerBaseCondição
Informar valor da consulta e formas de pagamentoArt. 9º, VI e VIIValor de procedimento pode ser acordado antes do atendimento
Anunciar abatimentos e descontos em campanhasArt. 9º, VIIISem venda casada, premiação ou o que desvirtue a medicina como atividade-meio
Postar selfie, foto e vídeo do ambiente e da equipeArt. 8º, III, e art. 9º, ISem sensacionalismo nem concorrência desleal
Anunciar aparelhos e recursos tecnológicosArt. 9º, II e IXCom registro na Anvisa e sem atribuir capacidade privilegiada
Divulgar horário, forma de marcação, estacionamento, convênios aceitosArt. 9º, IV e VInformação objetiva
Fazer publicidade nas redes próprias para formar e ampliar clientelaArt. 8º, § 2º, e art. 13, IIIDentro das proibições do art. 11
Comprar espaço em veículo de comunicação para publicidadeArt. 13, IIIdem

Na prática, a resolução tirou a publicidade médica do terreno do "tudo é proibido, então ninguém sabe" e a colocou numa lista. Clínica que conhece a lista faz marketing com segurança. Clínica que ainda opera pela regra de 2011 deixa de fazer o que pode, e a concorrente que leu a resolução não deixa.

O que continua proibido, e por que a lista importa mais que a liberação

O art. 11 é o que mantém a publicidade médica diferente da publicidade de qualquer outro serviço. Os incisos que mais aparecem em processo ético são estes:

VedaçãoInciso do art. 11Como ela aparece no dia a dia
Garantir, prometer ou insinuar bons resultadosXII"Resultado garantido", "você vai sair daqui sem dor", foto do melhor caso sem contexto
Divulgar método ou técnica não reconhecido pelo CFMVIIProtocolo da moda sem reconhecimento, "tratamento exclusivo"
Atribuir capacidade privilegiada a aparelho ou técnicaII e IX"O único laser que...", "a única clínica da região que..."
Participar de propaganda enganosaVIPreço que não é o cobrado, promoção com condição escondida
Aceitar título de "melhor médico" ou "médico do ano" com fim promocionalXIIISelos de ranking pagos, listas patrocinadas
Transmitir consulta ou procedimento em tempo realVIIILive de procedimento, mesmo com autorização do paciente
Portar-se de forma sensacionalista ou autopromocionalXVIEnaltecer a própria atuação, manipular estatística, expor técnica que deve ficar no ambiente médico (§ 2º)

Note o que não está na lista: preço, desconto, selfie e anúncio pago. A linha que a resolução traça não separa "comercial" de "educativo". Separa informação verificável de promessa. Marketing que informa o que a clínica é, faz e cobra está dentro. Marketing que promete o que o paciente vai sentir está fora.

O que toda peça precisa ter: nome, CRM e RQE

O art. 4º exige em toda peça de publicidade o nome do médico e o número de registro no CRM, acompanhados da palavra MÉDICO, e a especialidade com o número de RQE quando registrada. O art. 6º manda que, em redes sociais, sites e blogs, esses dados fiquem na página principal do perfil. Para a clínica, o art. 5º acrescenta o nome do estabelecimento com o registro e a identificação do diretor técnico.

É a exigência mais barata de cumprir e a mais descumprida. Perfil de Instagram com nome fantasia bonito e sem CRM na bio está irregular antes de publicar o primeiro post. Responde o médico pela própria divulgação e o diretor técnico pela divulgação da clínica (art. 3º).

💡 Dica PleniHub: a bio do perfil é o lugar de resolver o art. 4º e o art. 6º de uma vez: nome, MÉDICO, CRM, especialidade e RQE, nessa ordem. Depois disso, cada post não precisa repetir, porque a regra é que a informação esteja na página principal.
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Os canais que trazem paciente, em ordem de retorno

Com as regras claras, a pergunta passa a ser econômica: onde o real investido traz mais paciente? A ordem abaixo é a que costuma funcionar para clínica de bairro e de cidade média, e a razão de cada posição é o tipo de busca que o paciente faz.

Perfil da clínica no Google (Google Business Profile). É onde chega quem busca "cardiologista em São José dos Campos" ou "clínica perto de mim". Custo zero, retorno alto, e a maioria das clínicas o mantém incompleto: sem horário atualizado, sem foto, sem resposta a avaliação. Preencher tudo e responder avaliações é a primeira tarefa de marketing, antes de qualquer anúncio.

Site próprio com página por serviço e por cidade. Quem busca "consulta de dermatologia particular em Taubaté" precisa cair numa página que fale exatamente disso, com valor, forma de marcação e o CRM do médico. Site de uma página só, com "nossos serviços" genérico, não aparece nessa busca e não converte quem chega.

Instagram e conteúdo educativo. Sustenta a decisão de quem já conheceu a clínica por outro canal e serve à formação de clientela que o art. 8º, § 2º, autoriza. Traz paciente com tempo, não com urgência. É o canal em que o art. 11 mais é violado, porque é onde se promete resultado sem perceber.

Anúncio pago (Google e Meta). Permitido pelo art. 13, II. Funciona quando aponta para a página certa do site e mira busca com intenção ("agendar consulta", "preço da consulta"). Queima dinheiro quando aponta para a home ou para o perfil do Instagram.

WhatsApp da clínica. Não traz paciente, mas decide se o paciente que chegou vira consulta. Tempo de resposta acima de uma hora em horário comercial devolve ao concorrente o paciente que o anúncio trouxe.

Antes e depois, depoimento e "melhor médico": os três pontos de atenção

Antes e depois é permitido pelo art. 14, II, com duas condições que a maioria dos perfis ignora: a imagem vem com texto educativo (indicações, fatores que influenciam o resultado e complicações descritas na literatura), e o antes e depois é apresentado em conjunto, com evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações. A foto isolada do melhor caso, sem esse conjunto, é a forma mais comum de cair no inciso XII do art. 11 (insinuar bons resultados).

Depoimento de paciente compartilhado pelo médico passa a ser publicação do médico (art. 8º, § 3º). Elogio reiterado a técnica e resultado, mesmo sem compartilhar, é investigado pela Codame quando sistemático (§ 4º). Depoimento sobre atendimento, acolhimento e estrutura é um terreno; depoimento sobre "o resultado ficou perfeito" é outro.

"Melhor médico da cidade", "médico do ano" e selos de ranking com fim promocional são vedados pelo inciso XIII do art. 11, e a vedação inclui permitir ou não impedir que o nome entre na lista. Convite de premiação patrocinada se recusa por escrito.

⚠️ Atenção: Dado de paciente em marketing é dado sensível. Foto, depoimento e caso clínico em rede social passam pela LGPD antes de passar pela resolução do CFM: autorização específica, finalidade declarada e possibilidade de revogar. O detalhe está em LGPD em clínica médica.
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Marketing é custo direto: o número que a clínica precisa medir

Do lado da contabilidade, marketing entra na DRE como despesa, e a pergunta que a DRE não responde sozinha é se ele se paga. Para isso existe uma conta: custo por paciente novo, que é o gasto total de marketing no mês (anúncio, agência, produção de conteúdo, ferramenta) dividido pelo número de pacientes que chegaram pela primeira vez.

Esse custo se compara com a margem de contribuição que um paciente deixa ao longo do tempo em que fica na clínica, não com o valor de uma consulta. Paciente que faz uma consulta e some pode não pagar o próprio custo de aquisição; paciente que faz acompanhamento por dois anos paga muitas vezes. É por isso que a taxa de retorno importa tanto quanto a de chegada, e é onde o WhatsApp e a agenda voltam a ser marketing.

Sem esse número, a clínica discute marketing por sensação ("o Instagram está bombando") e corta ou dobra o investimento no escuro. Com ele, o marketing entra no painel mensal ao lado dos indicadores financeiros para clínica médica, e a decisão vira conta. A montagem do funil, da origem do paciente até a retenção, está em captação de pacientes para clínicas.

Checklist para colocar as redes da clínica em conformidade

  • ✓Bio de cada perfil com nome, MÉDICO, CRM, especialidade e RQE; perfil da clínica com registro e diretor técnico (arts. 4º, 5º e 6º)
  • ✓Revisar os posts publicados e apagar qualquer promessa de resultado, "único", "exclusivo" ou selo de ranking (art. 11)
  • ✓Reformular antes e depois para o formato do art. 14: texto educativo e conjunto com resultados variados, ou retirar
  • ✓Ter autorização LGPD específica para toda imagem e depoimento de paciente usado
  • ✓Publicar valor da consulta e formas de pagamento no site e no perfil do Google, já que é permitido e ajuda a conversão
  • ✓Completar o Google Business Profile: horário, fotos, serviços, convênios e resposta a todas as avaliações
  • ✓Registrar a origem de cada paciente novo na recepção e calcular o custo por paciente novo todo mês

Marketing que cumpre a lista do CFM e mede o custo por paciente deixa de ser risco e vira linha de investimento com retorno conhecido. Em São José dos Campos, Taubaté, Jacareí e no restante do Vale do Paraíba, a PleniHub entra na parte que é dela: colocar esse custo na DRE, no lugar certo, e mostrar se ele está se pagando.

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⚠️ Aviso Legal: Este conteúdo é informativo e educativo. A legislação é complexa e pode sofrer alterações. Nenhuma decisão deve ser tomada sem consulta a um contador habilitado e análise do seu caso específico.

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Escrito por Equipe Editorial PleniHub
Lourival Cardoso, Contador CRC-SP 165344/O-2, revisor técnico dos artigos da PleniHub
Lourival Cardoso
Sócio-Fundador e Especialista em Gestão Tributária · Grupo LHC / PleniHub
CRC-SP: 165344/O-2
Médicos PJPlanejamento TributárioAbertura de PJVale do Paraíba

Sócio do Grupo LHC e especialista tributário, Lourival Cardoso atua como empresário contábil há mais de 30 anos. Atualmente é sócio-consultor do Grupo LHC, com escritórios em Santos e São José dos Campos, onde garante um modelo de assessoria contábil, BPO Financeiro e BPO RH, dentre outras soluções em gestão, focado em excelência.

Formado em Ciências Contábeis e em Administração de Empresas, iniciou sua carreira no setor corporativo na década de 1980 e seguiu para o empreendedorismo, sendo referência profissional e técnica na estruturação tributária segura, transparente e confiável para o setor da saúde (PleniHub) e diversos outros segmentos empresariais no país.

Revisado por Lourival Cardoso, Contador Especialista em Saúde / PleniHub, CRC-SP 165344/O-2, em · Apoio de IA · Revisão humana

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