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Dois médicos sócios conferindo com a contadora o enquadramento da clínica como sociedade uniprofissional
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Sociedade uniprofissional médica: o ISS que se paga por sócio, e não sobre o faturamento

Como funciona o ISS fixo da sociedade uniprofissional, o que a lei exige, a lista de vedações do município e o caminho do enquadramento.

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por Equipe Editorial PleniHub
Revisão: Lourival Cardoso, Contador Especialista em Saúde / PleniHub · CRC-SP 165344/O-2
28/09/2026 · 11 minWhatsAppLinkedIn
✦Resposta Direta
Na sociedade uniprofissional médica, o ISS é calculado por profissional habilitado, e não sobre o preço do serviço, pelo art. 9º, § 3º, do Decreto-Lei 406/1968. Quem decide o valor e o enquadramento é o município. A lista de vedações é o filtro real: sócio investidor, filial e médico empregado derrubam o regime.

O que muda: o ISS deixa de olhar o faturamento

A conta normal do ISS é simples e cara: um percentual sobre o preço do serviço, entre 2% e 5% conforme a cidade. Clínica que fatura R$ 50 mil por mês num município de 5% paga R$ 2.500 de ISS todo mês, e o valor cresce junto com o faturamento.

Na sociedade uniprofissional a lógica vira do avesso. O imposto passa a ser calculado em relação a cada profissional habilitado que presta serviço em nome da sociedade. Dois sócios médicos pagam por dois, faturando R$ 30 mil ou R$ 300 mil no mês.

É por isso que esse enquadramento aparece toda hora na conversa de clínica que cresceu. E é por isso também que ele tem uma lista de requisitos longa: o benefício é grande o bastante para o município olhar com lupa.

Fale com a PleniHub sobre o enquadramento da sua clínica como sociedade uniprofissional

O art. 9º do Decreto-Lei 406/1968, que sustenta o regime

O caput do art. 9º diz que a base de cálculo do imposto é o preço do serviço. É a regra geral, e ela continua valendo para a maioria.

O § 1º abre a exceção: quando o serviço é prestado sob a forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte, o imposto é calculado por alíquota fixa ou variável, em função da natureza do serviço, sem incluir a remuneração do próprio trabalho.

O § 3º, na redação da Lei Complementar 56/1987, estende isso às sociedades: quando os serviços são prestados por sociedades, elas ficam sujeitas ao imposto na forma do § 1º, calculado em relação a cada profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste serviços em nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal.

⚠️ Atenção: A expressão que mais pesa nesse parágrafo é "assumindo responsabilidade pessoal". O regime existe para quem exerce a profissão pessoalmente, não para quem organiza uma empresa que vende serviço de terceiros. Toda a lista de vedações do município é desdobramento disso.

A lista de vedações, e é nela que a maioria cai

A Prefeitura de São José dos Campos publica a lista completa. Vale ler item a item antes de sonhar com a economia, porque basta um para o enquadramento cair.

  • ✓Não pode ter sócio que participe apenas para aportar capital ou administrar.
  • ✓Não pode ter sócio que não esteja subordinado ao mesmo conselho profissional.
  • ✓Não pode ter sócio pessoa jurídica.
  • ✓Não pode desenvolver atividade diferente daquela para a qual os sócios são habilitados.
  • ✓Todos os profissionais que desenvolvem a atividade precisam ser sócios.
  • ✓Não pode ter empregado subordinado que desenvolva a mesma atividade dos sócios: só atividade-meio, como limpeza, recepção e segurança.
  • ✓Não pode ter filial.
  • ✓Não pode ter caráter empresarial.

Leia a sexta linha duas vezes, porque é a que mais derruba clínica: contratar um médico como empregado tira o regime. Secretária, recepcionista e faxineira não tiram.

Como pedir o enquadramento em São José dos Campos

O caminho é administrativo e começa no cadastro. A empresa com CNPJ precisa estar inscrita no Cadastro de Contribuintes Mobiliário, o CCM, pela VRE/REDESIM. Inscrita, ela pede o enquadramento como sociedade uniprofissional em um posto de atendimento da Prefeitura.

  • ✓Cópia autenticada do contrato social, com todas as alterações posteriores.
  • ✓Cópia do CNPJ.
  • ✓RG e comprovante de residência de cada sócio.
  • ✓Inscrição de cada sócio no respectivo conselho profissional.
💡 Dica PleniHub: antes de protocolar, leia o contrato social com a lista de vedações do lado. Cláusula de sócio administrador que não exerce a profissão, ou objeto social mais largo do que a habilitação dos sócios, derruba o pedido antes de qualquer análise de mérito. Ajustar o contrato primeiro custa menos que refazer o processo.
Peça à PleniHub a análise do contrato social antes do enquadramento

A comprovação bienal, e o que derruba o benefício

Conseguir o enquadramento não encerra o assunto. A página oficial do município informa que a sociedade deve apresentar, bienalmente, a comprovação de que continua atendendo aos requisitos.

Na prática, isso quer dizer que o regime acompanha a clínica. Contratou um médico como empregado, abriu uma segunda unidade, entrou um sócio que não atende: a comprovação seguinte é o momento em que isso aparece. E o efeito não é só para frente, porque o município pode rever o enquadramento do período.

Quanto muda na prática, e quando não compensa

O valor do ISS fixo é municipal e sai em tabela própria, por atividade e por faixa da sociedade. A tabela que São José dos Campos publicou para 2024 traz valores anuais por sócio em faixas, e não um número único para médicos. Confirme a do ano corrente antes de fazer conta.

Situação da clínicaISS sobre o faturamentoISS fixo por sócio
Dois sócios, faturamento baixo por profissionalImposto pequeno, acompanha a receitaPode custar mais que o percentual
Dois sócios, faturamento alto por profissionalImposto cresce sem tetoValor fixo, e é aqui que o regime ganha
Clínica com médicos contratados como empregadosRegra normalFora do regime, pela vedação de empregado na mesma atividade
Clínica com filial ou sócio investidorRegra normalFora do regime

E há um custo que não aparece na planilha: a lista de vedações limita contratar médico, abrir filial e receber sócio investidor. Para o consultório de dois ou três sócios que atendem pessoalmente, o regime costuma valer. Para quem quer virar clínica de estrutura, ele briga com o plano de crescimento, e aí a conversa muda para a equiparação hospitalar, que é o caminho de quem tem estrutura.

Essa escolha é feita com o contrato social e o faturamento na mesa, e é parte do trabalho da contabilidade para clínicas médicas no Vale do Paraíba, em São José dos Campos, Jacareí, Taubaté, Caçapava e Pindamonhangaba.

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⚠️ Aviso Legal: Este conteúdo é informativo e educativo. A legislação é complexa e pode sofrer alterações. Nenhuma decisão deve ser tomada sem consulta a um contador habilitado e análise do seu caso específico.

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Escrito por Equipe Editorial PleniHub
Lourival Cardoso, Contador CRC-SP 165344/O-2, revisor técnico dos artigos da PleniHub
Lourival Cardoso
Sócio-Fundador e Especialista em Gestão Tributária · Grupo LHC / PleniHub
CRC-SP: 165344/O-2
Médicos PJPlanejamento TributárioAbertura de PJVale do Paraíba

Sócio do Grupo LHC e especialista tributário, Lourival Cardoso atua como empresário contábil há mais de 30 anos. Atualmente é sócio-consultor do Grupo LHC, com escritórios em Santos e São José dos Campos, onde garante um modelo de assessoria contábil, BPO Financeiro e BPO RH, dentre outras soluções em gestão, focado em excelência.

Formado em Ciências Contábeis e em Administração de Empresas, iniciou sua carreira no setor corporativo na década de 1980 e seguiu para o empreendedorismo, sendo referência profissional e técnica na estruturação tributária segura, transparente e confiável para o setor da saúde (PleniHub) e diversos outros segmentos empresariais no país.

Revisado por Lourival Cardoso, Contador Especialista em Saúde / PleniHub, CRC-SP 165344/O-2, em · Apoio de IA · Revisão humana

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